17.12.12

CeXa's Instapics


CeXa's InstaPics - a minha nova frente de criação!


Quadros com fotos usando o aplicativo Instagram através do olhar detalhado de Cesinha Chaves, o @cexa, um dos mais importantes nomes da história do skate brasileiro. Seu primeiro skate, montado de patins, data de 1968 e desde então ampliou suas atividades também como realizador de eventos, apresentador, editor, produtor e diretor de programas de TV e revistas sobre o esporte. Foi o criador e webmaster do “Brasil Skate”, o primeiro site de Skate do Brasil e tem sete vídeos lançados sobre o assunto.
Cesinha acaba de lançar uma série especial de quadros com o tema “Pool Skating” - sobre as piscinas de fundo de quintal da Califórnia, que são quase um fetiche no universo do skate praticado em terrenos naturais.
As obras medem 50cm X 50cm e são estampadas em placas de foam, sendo facilmente fixadas nas paredes customizando qualquer ambiente.

Fotos com temática Skate estão online aqui assim como todo o catálogo de CeXa que está aqui. Os quadros podem ser encomendados pelo cexa21@gmail.com e são entregues na sua casa. 

8.4.12

Vintage...


Entrevistando Duane Peters no RTMF, descobri que não somos "Old", mas "Vintage"! De cacareco passamos a assunto de apreciadores do Skate, saímos das lojas de penhores e entramos nas galerias de arte! !!! Em breve a entrevista toda, com legendas em português, no Woohoo.

video

2.4.12

Frontside Indy?!?!?


Quando o Skate surgiu na década de 60, num 1º momento, as manobras se limitavam apenas ao solo. Nessa época as modalidades eram o Freestyle, Slalom, Banks e Downhill, e em todas elas as rodas mantinham permanentemente o contato com o chão. Com a evolução do esporte, novas modalidades foram criadas surgindo assim novas manobras.
Os aéreos começaram a ser aperfeiçoados na década de 70 quando a modalidade vertical deslanchou ajudada pelos Skateparks.
O primeiro aéreo inventado foi o de Front Side criado por Tony Alva, que é feito quando o skatista segura na borda do Skate com a mão de trás e voa de frente para a parede. Um segundo tipo de aéreo foi inventado por Tom Inouye, O Backside Aéreo, que é justamente o oposto ao de Front. Neste vôo, o skatista segura na borda do Skate com a mão da frente e voa de costas para a parede.
Passado mais algum tempo, Neil Blender subverte a ordem das coisas e inventa o Lien Air (Lien, de Neil ao contrário...). Um aéreo de Frontside, com a pegada de Back. ou seja, o skatista segura na borda do Skate com a mão da frente e voa de frente para a parede. Mais algum tempo se passou e Duane Peters veio com uma resposta ao Lien Air. Ele criou o Indy Air, o oposto do Lien Air. Neste vôo o skatista segura na borda do Skate com a mão de trás e voa de costas para a parede.
Hoje em dia são muitas as variações das manobras áreas. A grande maioria surgiu desses 4 primeiros tipos: Frontside Air e Lien Air, sempre de frente para a parede, ou seja, Frontside, e Backside Air e Indy Air, sempre de costas para parede, ou seja, Backside.
Em suma, se você ouvir em algum campeonato e ler a respeito de Frontside Indy (!?!?!), desconfie... pois tal manobra não existe!!!
Indy tem de ser de Backside, caso contrário é simplesmente o primeiro aéreo inventado, ou seja o Frontside Air.

23.3.12

Bio parte 7


Em 1980 eu e Flávio Badenes começamos a planejar de irmos passar um tempo na Califórnia. Nos matriculamos no curso de Inglês, o ELS, já famoso na época para estudantes que queriam ir para os EUA, para estudar, entre outras coisas... Assim, munidos de vistos de estudantes de 1 ano, nos jogamos para L.A. Me lembro bem que no avião havia uma revista de bordo com um anúncio mostrando um novo lançamento da Sony, que prometia revolucionar como se ouvia música. Era um tal de Walkman... Nós vimos e não acreditamos!!! "Temos de ter um destes prá andar de skate!!!" Foi o que falamos na hora!!!
Ficamos alguns dias num apto de solteiro em Holywood, em que morava um amigo da minha mãe. Na chegada ele nos levou para uma volta pela calçada da fama e foi um tremendo choque cultural!!! Muita loucura, lojas incríveis pessoas mais ainda... e vimos nas vitrines o tal Walkman !!! É claro que cada um tratou de comprar o seu... e 4 fitas K7 que alternávamos... The Police, The B52's, Bob Marley e X ficou sendo a nossa trilha sonora.
Depois de muita pesquisa em jornais e agências conseguimos alugar nosso próprio apto e começamos a nossa incursão pelo mundo skate.
A gente não conhecia nada de Los Angeles. Não sabia o que era Norte ou Sul, Leste ou Oeste... Não sabíamos do tamanho da cidade, que é gigante. E a gente se locomovia de ônibus.
Me lembro que assim que conseguimos o nosso apartamento fomos à luta de comprar material de skate, já que as madeiras a gente já tinha, pois levei umas Surfcraft especiais comigo. São essas da foto lá em cima.
Descobrimos uma loja no Santa Mônica Blvd, a Rip City. E vendo pelo mapa, a gente estava bem a umas 6 ruas do Santa Mônica Blvd! "Vamos embora tomar um ônibus que a gente chega lá na boa!", pensamos. E lá fomos nós, num ônibus que circulava no Santa Monica Blvd ... até que de repente ele vira em outra rua! A gente salta, volta, anda um pouco e pega outro ônibus... "Rapidinho a gente chega". E fomos indo. Outro ônibus, outro desvio da rota... A gente só foi descobrir bem depois que o tal Santa Monica Blvd era enorme, e ia quase do centro de LA até a praia!!! E a gente ainda estava na metade!
Depois de mais alguns embarques e desembarques no RTD, o sistema de ônibus de LA, conseguimos chegar na Rip City.
E saímos pedindo o que queríamos...
Capacete Pro Tec?
OK.
Joelheiras e cotoveleitas Rectors?
OK.
Eixos Indy 169mm com coppers?
OK.
Grabbers, rolamentos, lixa transparente, pads e parafusos?
OK.
A coisa complicou quando fomos pedir as rodas. Queríamos as Bones Cubic e eles não tinham!!! Nosso plano original era ir na loja, montar os skates e ir para o Marina Skatepark, uma pista que ficava em Marina Del'Rey, praticamente "do lado" de Santa Monica.
O pessoal da loja era super gente fina, e falou para não nos preocuparmos que poderíamos comprar as rodas na Pro Shop da Pista da Marina.
Pegamos informações de como chegar, e foi aí que descobrimos como funciona o sistema RTD, Rapid Transport District. Muitos ônibus circulam em um sentido certo até um ponto e aí retornam. Você pega um "transfer" que custava + 25 cents salta e pega outro ônibus e vai indo.
Dessa vez iríamos pegar 2 ônibus, fazendo um transfer do RTD para o Blue Bus de Santa Monica, andaríamos um pouco e chegaríamos na pista. E assim foi. Quando saltamos ainda atravessamos uma parte de terra com uma leve subida e com o coração da garganta de ansiedade, à medida que descíamos, ia se revelando de longe a enorme extrutura da Turning Point que inutilmente tentava se esconder atrás de um muro marron!
Saímos em disparada, com os skates montados com lixa, grabbers, eixos, pads e só com os rolamentos, pois ainda não havíamos comprado as rodas!!!
Na entrada na pista à esquerda estava a Pro Shop e na vitrine as Cubic Verdes!!!
"2 sets of cubics, please?" falamos para o vendedor.
Pagamos, colocamos os rolamentos nas rodas (ou seria as rodas nos rolamentos?), colocamos as rodas nos skates e fomos direto para o balcão de admissão, para fazer a carteirinha e pagar a taxa de inscrição para andar na pista. E prá nossa surpresa havíamos ganho 2 horas grátis pelas compra das rodas!
Estávamos prestes a adentrar na Marina Del Rey Skatepark.

Continua?!?!

14.3.12

Bio parte 6

Meu primeiro campeonato de Skate, participei como organizador. Foi em Julho de 1977, em Nova Iguaçu. Este foi o primeiro campeonato em pista de Skate do Brasil. No ano seguinte fiz um campeonato só para convidados no Clube de Regatas do Flamengo e comecei a concorrer nos campeonatos que estavam começando a surgir em Florianópolis, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Em 1980 fui para a Califórnia e junto com Kao Tai, participei do Circuito da ASPO (Association of Skateparks Owners) com provas de Bowl, Half Pipe, Pipe Pasting, Banked Slalom e Tight Slalom, e acabei o ano no 4º lugar na categoria Open.
De volta ao Brasil, organizei com uma galera um movimento chamado SUAT (Skatistas Unidos Anarquia Total). A idéia era fazer campeonatos simples para podermos competir entre a gente e se divertir fazendo tudo acontecer! Fizemos um campeonato em Búzios - sem patrocínio, sem arquibancada, só skate. Mais for fun impossível!
Na época lancei o Manifesto Skate, onde propunha um intercâmbio entre os skatistas de vários estados a fim de solidificarmos um Circuito Brasileiro, o que veio a acontecer mais tarde com a USE e UBS.



Continuei organizando campeonatos de Skate. Em 1986 no Circuito Company, num Half Pipe montado na Praia de Ipanema fiz um campeonato que contou com a primeira vez com um profissional de skate no Brasil, nada mais nada menos que Christian Hosoi veio para demos durante o evento e ainda deu entrevista para o Vibração na rampa montada na areia.
Nessa época merece um destaque especial os campeonatos de Guará, que bombavam o Skate nos anos 80.
Muito da história do Skate nacional foi escrito nas paredes do Bowl do Itaguará e mais tarde no perfeito Banks em forma de oito.
Não venci muitos campeonatos mas quase sempre participava das finais.
Ganhei ao todo quatro campeonatos: dois foram disputados em Campo Grande e dois na Califórnia, onde peguei um 1o no Slalom em Big-O e venci no Half Pipe de Lakewood.
O último campeonato que corri, ainda com 49 anos, foi o Old School Skate Jam em Guará, ficando com o 3o lugar, atrás do Júnior e do Come Rato, que levou em grande estilo.

Aqui estão alguns dos eventos que organizei ou que tive participação na organização:
• 1º Campeonato de Pista do Brasil, Pista de Nova Iguaçu, 1977
• 1º Demo de Skate do Brasil, Clube de Regatas do Flamengo, 1977
• 1º Campeonato dos Skatistas, Búzios, 1982
• 1º Circuito Company de Skate, com a presença de Christian Hosoi -
pela 1a vez um skatista profissional americano no Brasil, 1986
• Os campeonatos da Unijovem/Festijovem, Rio Centro,1987/1988
• 1o Copa Rio Esportes de Skate, Arpoador, 1991
• Torneio MTV de Skate, Arpoador, 1991
• 1º CREZOS, Campo Grande. 1992
• Copa Pepê de Skate, Rio Sul, 1994
• Sport Drink Extreme, 1997
• 1º Redley Downhill de Skate, 1997
• Demonstrações de Skate em Escolas do Nescau Prontinho, 1998
• Copa Comunitária de Skate e do Desafio Internacional de Skate,
transmitidos pela TV Record.
• Rio Skate Jam 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012.

12.3.12

Bio parte 5


Passou pouco tempo e a Surfcraft, que fazia encapamentos de pranchas de Surf, virou uma fábrica de tábuas de skate. Comecei a fazer os decks numa marcenaria em Saquarema e eu fazia o acabamento depois, ou seja silk screen e goma laca. Os modelos eram 25", 26", 28", 30" e 31", kicktail ou kicktail com beveled bottom, e as madeiras eram inteiriças e laminadas. Além de fabricar os shapes comecei uma equipe de skate, a Equipe Surfcraft, formada pelos melhores skatistas da época, sendo que alguns se tornaram grandes nomes do skate nacional. Marcelo Neiva, seu irmão Luisito, Alexandre Calmon, Erivaldo de Souza, o Maninho, Savinho, Vitinho foram da 1a formação da equipe, que depois contou com Ernesto Tello e Roberto Formiga, cada um com seus respectivos models. Era a época das Pig, as tábuas de skate chegavam a ter até 10 polegadas de largura!

Continua

10.3.12

Bio parte 4


No jornal tinha um mapa detalhado de como chegar até a tal pista de skate. Pegava a Via Dutra, entrava à direita depois de uma placa escrita Miguel Couto, passava por cima da Dutra e seguia até o Viaduto. O mapa apontava uma praça com a pista.
Meu coração estava na boca quando me aproximava do local. "Como será? Será que tem gente andando? Será que é alto? Qual a forma?" As frases ficavam ribombando na minha cabeça. Achei a praça, contornei e parei o carro ao lado da pista. "Não acredito...tem mesmo uma pista de skate aqui". Pequei o skate no carro e dei o primeiro drop na pista que mudou a minha vida. " Um pico perfeito, lisinho quebrando para os 2 lados, sem crowd...eu quero isso prá mim!".
Até então eu era um surfista que gostava de skate. Depois que conhecei e comecei a frequentar a Pista de Nova Iguaçu passei a me considerar um skatista que gostava de surf. Passei a imaginar como seria um campeonato numa pista como aquela. Isso nunca havia acontecido. Campeonatos eram de freestyle, com salto em altura, 360s..., mas um campeonato numa pista de skate? Como julgar? Como fazer os caras se apresentarem? A idéia não me saia da cabeça e um dia, conversando com minha amiga Joanne, falei da pista e da vontade de fazer um campeonato lá. Ela adorou a idéia e contagiada pela minha impolgação começamos a produzir juntos o 1o campeonato de pista do Brasil que aconteceu nos dia 02 e 03 de julho de 1977. 

8.3.12

Bio parte 3


Em 1976, em Saquarema, meu amigo Dado Cartolano me apresentou a 2 coisas que mudaram a minha cabeça. Primeiro o skate Vórtex, que ele estava começando a produzir no Brasil. O Skate tinha uns eixos que eram uma cópia dos Tracker Trucks e as rodas eram cópias das Road Rider, coisa que a gente só via nas revistas de surf. A grande revolução para mim foi a substituição das bilhas soltas pelos rolamentos - os precisions bearings. O rolamento encaixava na roda que por sua vez encaixava no eixo e era preso por uma porca auto travante! "Coisa de gênio" pensei eu. Esse skate andava muito. O patamar era quanto tempo se conseguia andar sem botar os pés no chão. Na era Cadillac o recurso eram as batidas Tic Tac para se dar a volta no quarteirão, mas com as rodas com rolamento, nascia o "pump", dar impulso no skate com as 4 rodas no chão. Eu pirei com aquele skate, e rapidinho tratei de fazer uma tábua bem surf para aqueles eixos e rodas. Dado ainda contribuiu mais para que a minha cabeça começasse a pensar mais em Skate que em Surf, quando me mostrou 3 exemplares de uma revista de Skate, publicada pela Surfer Magazine, chamada Skateboarder. Uma tinha um cara fazendo um Nose Wheelie ao por do sol, outra , numa capa toda preta, tinha um cara numa curva muito estilosa no asfalto, e a outra...tinha um cara fazendo um carving de backside, descalço numa piscina! Aquilo foi demais prá mim! "Eu também quero fazer isso" foi minha reação natural, ao que Dado me chamou a atenção para uma série de matérias com o título Skatetparks. "Olha Cesinha, os caras estão fazendo pistas especiais só para skate".
O golpe de misericórdia para tirar de vez o Surf do pedestal e colocar o Skate no seu lugar foi quando fui ao Rio de Janeiro, comprar material para a fabricação de pranchas de surf, coisas como resina, catalisador, monômero e fibra de vidro. Numa loja em São Cristovão vi num jornalzinho uma notícia sobre um skatódromo que havia sido construído em Nova Iguaçu. "Skatódromo" pensei eu, olhando o diagrama de como era a tal pista. Não pensei duas vezes. Como o meu skate já estava no meu carro, pois fazia parte da bagagem que eu levava sempre que ia ao Rio de Janeiro, embiquei com o meu carro em direção à Nova Iguaçu sem ter a mínima noção que este fato mudaria a minha vida para sempre.

Continua

7.3.12

Bio parte 2


Meu primeiro skate de verdade não se chamava skate ainda, e sim Sidewalk Surfboard. Era um Nash, que consegui comprar de um garoto americano que frequentava a Fortaleza São João, na Urca, junto com os pais, pois o pessoal que trabalhava na embaixada americana ia jogar baseball no Forte nos fins de semana. Era um skate com madeira laminada e com clay wheels que comprei por 13 cruzeiros e um cinto, que o moleque gostou e insistiu em ter. Nessa época eu andava no Forte, no quarteirão de casa e na São Sebastião, que para quem não sabe, é a primeira rua do Rio de Janeiro.
O pior é quando as bilhas saiam das rodas! O skate ficava encostado por um tempo, até eu ir na loja de bicicleta comprar bilhas para colocar no skate e poder andar de novo.
Em 1970, com 15 anos fiz a minha primeira viagem para a América. Fui com uma tia e acabei ficando um mês em Santa Monica, à 6 quadras da praia. Minhas primeiras aquisições foram uma prancha de surf Natural Progression, uma Twin Fin - uma novidade para a época, e um par de eixos de skate com rodas, que prendi numa tábua que tinha na casa da minha tia. Este skate virou o meu meio de transporte local para a praia e vizinhança. Surf era o que eu curtia e estava sempre na praia ou viajando em busca de ondas.
Acabei indo morar em Saquarema para surfar e trabalhar com pranchas de surf. Montei a Surfcraft, onde fazia os encapamentos de muitos dos shapers da área, como o Mudinho, Claudio Mendonça e Zé Mudo. O skate só rolava numa calçada na casa de um amigo, ou nas viagens de volta pro Rio, com as sessions na Cobal ou na famosa ladeira Cedro.
Em 1976 uma série de acontecimentos foram cruciais para que eu trocasse de vez o surf pelo skate.

Continua

Bio parte 1


Nasci no Rio de Janeiro de parto normal e de cesareana. A certidão de nascimento diz "que Cesar Augusto Diniz Chaves Filho, sexo masculino, nascido no dia 24 de julho de 1955, às 20:10 horas na Ordem do Carmo, Lapa, filho de Cesar Augusto Diniz Chaves e Hanna Kenigsberg", portanto nasci de Cesar e Hanna.
As minhas primeiras lembranças dessa vida são confusas e anacrônicas.
A mamadeira de farinha láctea tomada embaixo da escada de nossa casa na Urca, o banco que cercava a mangueira da escola na minha rua, a pracinha onde jogava bola de gude, o gorro listrado da colônia de férias do Forte São João, voltar da escola a pé me equilibrando no meio fio...
A mamadeira de farinha láctea tomada embaixo da escada de nossa casa na Urca o banco que cercava a mangueira da escola na minha rua, a pracinha onde jogava bola de gude, o gorro listado da colônia de férias do Forte São João, voltar da escola a pé me equilibrando no meio feio.
Não consigo precisar a minha idade, mas como me lembro da sala de jardim de infância do Externato Cristo Redentor, devia ter entre 4 e 7 anos! A minha primeira relação com esporte foi pegar onda na praia de fora, no Forte. No início era jacaré, depois veio a planonda (pré Bodyboard... que era uma prancha feita de isopor) e também o surf de areia (pré Skimboard...) ou Sonrisal, pois era em cima de discos de madeira que deslizávamos na areia da beira do mar.
Aos 13 anos ganhei a minha primeira prancha de surf de fibra, uma São Conrado 9'10".
Nessa época é que o skate apareceu na minha vida. O nome era surfinho, e o primeiro que vi era de um primo meu: um patins com rodas de borracha aberto ao meio e pregado à uma tábua de feira. Rapidinho tratei de fazer o meu, mas com uma forma mais de surf. Nas revistas Surfer e Surfing a gente via as novidades gringas, como os skates de fibra e com rodas coloridas.


Continua 

25.2.12

O Globo Barra, Domingo 26 fevereiro 2012

Parte da matéria que saiu no encarte Globo Barra de domingo 26 de fevereiro. Duas observações: o Woohoo não é um canal online - está TODAS as operadoras - menos na Sky e Net; e não apontei o Roni como sendo o meu favorito, apenas disse que com a ajuda de seu patrocinador ele conseguiu construir uma ótima rampa e que deve apresentar um bom resultado devido a ter local para treinar.