21.8.11

Leilão do livro A Onda Dura

Durante a minha mudança para a casa nova achei algumas raridades bem guardadas numa caixa, como 2 exemplares novinhos do livro Onda Dura! Um deles eu vou guardar juntamente com uma edição que tenho com autógrafos de muitos dos enfocados. A outra estou colocando em leilão no Facebook. Os lances vão até domingo 28 de agosto, data do Old School Skate Jam. Façam suas ofertas aqui na caixa de comentários ou no Facebook




18.7.11

Atleta? Não. Skatista.

Toda vez que ouço ou leio a palavra atleta para se referir à skatista, meu sangue começa a ferver!!!
Sendo assim posto novamente aqui um texto meu escrito para a Tribo Skate em novembro de 2001. Ajudem na campanha "SKATISTA NÃO É ATLETA!" espalhando o texto!

Em 1968 fui com minha família para Petrópolis, uma cidade imperial perto do Rio de Janeiro. Na bagagem levei o meu 1o skate, que era feito com um patins de rodas de borracha aberto ao meio e aparafusado numa tábua reta. Me lembro muito bem quando meu pai me levou num ringue de patinação onde brinquei um tempão com meu skate. E também me recordo dos olhares das pessoas que viam aquilo como uma coisa estranha. Um garoto andando sobre uma tábua com rodinhas. Algo totalmente inusitado e fora de propósito para muitos.

Desde então reparei que o Skate era diferente. E esse foi um dos motivos para eu me amarrar no bicho. “Um lance diferente, só meu”, pensei. Com o passar do tempo vi que o Skate estava formando um mundo novo graças aos seus adeptos que não cansavam romper novas barreiras na busca de novos terrenos e por que não dizer, novas formas de expressão. Veio o uretano, os skateparks, as manobras e o Skate sofreu uma expansão atingindo um universo muito maior, que aos poucos foi solidificando-se, tornando-se um “mercado”.

O “sistema” começou a absorver o brinquedo inocente e logo o lado do Skate como esporte começou a ser explorado. O Skate sempre foi algo inovador e principalmente, anárquico, no sentido de não existirem regras para se praticar. Você simplesmente anda. Não tem de interagir com terceiros, seguir regulamentos ou mesmo procurar um terreno específico para a prática. Se anda de Skate em qualquer lugar!!! Calçada, rua, quadra, pista, rampa, piscina, tubo, garagem, corrimão, guia, cozinha, sala, quarto...

Sempre me senti orgulhoso de fazer parte de uma galera criativa que valorisava a expressão individual e a diversão entre amigos. Acho o máximo a reutilização que fazemos de objetos e estruturas para torna-los fonte de prazer. Para muitos um muro é só um muro. Mas para um skatista pode ser uma fonte de prazer, "aquele" pico da hora!

O Skate nasceu de um ato altamente radical: separar um patins - um dos ícones do American Way of Life dos anos 50 - e transforma-lo em algo antes jamais pensado. Surfar no asfalto. O Surf nessa época já fazia parte da contra-cultura. Drop in, turn in and drop out diziam os Gurus da época Timothy Leary e William Borrougs que promoveram uma grande mudança na sociedade americana através das drogas e de pensamentos que incentivavam o modo de vida alternativo. Assim o lance era drop in, ou seja tomar ácido, turn in, sintonizar-se, e drop out - desligar-se do sistema. Com o mesmo objetivo, numa atitude muito mais saudável, o Skate tomou o lugar do ácido, e foi usado como instrumento por muitos para diminuírem o alcance do sistema em suas vidas e serem felizes com isso.

Quando John Lucero e Neil Blender, frequentadores assíduos do Skatepark Skate City, foram barrados por que estavam sem dinheiro para pagar as entradas naquele dia e assim impedidos realizar a sua arte, ficaram zoandando de Skate em frente a pista, dando slappies, rock and roll slides e outras manobrinhas. Neste momento estava configurando-se uma reviravolta que viria a acontecer com o Skate. Surgia o Street Skates. As pistas começariam a fechar. “Por que pagar se posso andar de graça nas ruas?” Era a pergunta que todos começaram a se fazer. O underground falou mais alto e mais uma vez deu seu drop out no sistema, no caso as “corporações” que os Skateparks e o Skate em si haviam se tornado. Algo difícil, complicado e com muitas regras a cumprir, principalmente nas pistas. Ao meu ver, na vida tudo passa por ciclos.

O Skate também. Há cada 10 anos há uma transformação que faz com que o Skate exploda e logo em seguida caia no esquecimento da grande massa. Mas, nem por isto deixa de existir. Pelo contrário, só ganha força e cresce! Já presenciei 3 desses ciclos e estamos na iminência de uma nova virada. O Skate espontaneo versus o Skate corporativo. “Skateboarding is not a crime” era a frase do adesivo lançado pela Santa Cruz na época em que o boom do Street Skate estava acontecendo, espalhando-se pelo mundo com uma força jamais vista. Veio a TV e os mega campeonatos feitos especialmente para as grandes redes americanas. O Skate passa a entrar na casa de milhões de pessoas que nunca sonharam que era fisicamente possivel de se fazer certas coisas apresentadas pelos skatistas, quanto mais vir a entender o que representava para cada um andar de Skate. O Skate passa ser um cara voando de um lado pro outro em duas paredes num Half Pipe ou subindo e descendo e pulando rampas no Street.

O totalitarismo cultural provocado pela globalização foi aos poucos transformando o Skate. A firma de Skate americana Consolidated manda muito bem em mais um de seus adesivos polêmicos com a frase “Skate não é um esporte” .

Sim! Skate não é um esporte. É muito mais que um esporte! Um estilo de vida, para muitos daqueles que querem dar um basta no excesso de regulamentações, códigos de conduta outras e imposições feitas pela sociedade e ter mais controle maior sobre suas próprias ações.

Já me questionei muito na hora de colocar os créditos nos programas de Skate que faço. Usar Nilton Neves ou Nilton Urina? Carlos Piolho ou Carlos de Andrade? Sergio Negão ou Sergio Fortunato? No fim das contas resolvi passar a creditar os skatistas como são conhecidos no nosso mundo, o mundo do skate. Negao, Piolho e Urina são como são conecidos este skatistas. E pronto.

Se você continuou a ler até aqui é que deve estar interessado em ver onde isto vai dar, ou pelo menos se perguntou “o que este maluco tá querendo dizer com tudo isto?”

Simples. Pra mim, skatista é skatista. Não é atleta. É muuuuuuuiiito mais que isso! Atleta é pouco para se definir um skatista. Um Skatista é um artista, um designer e seu produto são as manobras que executa e cria. Cada uma com sua identidade própria e pessoal como uma caligrafia, única, inimitável. Seu suporte são os inúmeros picos que explora com seu Skate na busca de satisfação e realização pessoal.

Como disse no Congresso Brasileiro de Skate, “o skatista não cabe numa caixa de atleta”... Certamente. Por que muita coisa vai ficar de fora...

Com o meu trabalho tive oportunidade de conhecer vários países e culturas diferentes. E uma coisa para mim é certa. Em todos os lugares skatista é skatista. Só no Brasil, de uns tempos pra cá, ele está sendo rotulado como atleta!!! Fico triste depois de todos estes anos de batalha deste movimento (contra)cultural que é o Skate, que possui identidade e características próprias e únicas, chegar ao século 21 e ver, que segundo muitos, os Skatistas agora foram reduzidos a simples atletas?!?!

Em vez de atleta, adoraria de ver melhores definições em revistas e campeonatos sobre quem vive para andar em cima de uma tábua com 2 eixos e 4 rodas . Sugiro algo mais Skate e menos sistema como: “o próximo skatista a se apresentar é...”

Texto escrito para: Revista Tribo Skate 74, novembro de 2001 Cesinha Chaves


14.5.11

Brechó.

O brechó lá na minha antiga casa já acabou!!!













Ainda tenho alguns itens especiais que gostaria de vender para colecionadores.
Estou aceitando lances...

Pack de revistas: lance inicial R$20,00
Lance Cleber - R$50,00
1 Brasil Skate
1 Yeah
2 Visual Esportivo
2 Thrasher - 84 e 2009

Pacote com as 50 primeiras edições da Tribo - lance inicial R$20,00 por pacote

Pacote com 45 primeiras edições da 100% - lance inicial R$20,00 por pacote - faltam 2 edições

Pack de revistas: lance inicial R$20,00
Lance Cleber - R$50,00
1 Brasil Skate
1 Yeah
2 Visual Esportivo
2 Thrasher - 84 e 2009

Pack Thrasher: lance inicial R$20,00
3 Big Issues
1 Dezembro 1984
1 Photo Issue 2009

Pack camisetas - lance inicial R$20,00
Vibração
Realce
Suat

Dou preferência a quem possa retirar no local!

13.5.11

Skates para vender

São esses os skates que estou vendendo. Para informações entre em contato com email por aqui.



A peça principal é o Skate The Firm, Modelo Bob New Wave, Rictas e Fury, que vai ter a renda revertida para a ajuda no tratamento do nosso amigo Teco e que já começa com lance de R$310,00.




Scum



Alva Street Cruiser



Longboard Joel Tudor - Vendido!




Inhouse Offroad



11.5.11

Brechó

Domingo, dia 15, a partir das 14h vou fazer um brechó de skate aqui na minha casa, seguido de um leilão com algumas preciosidades culminando com um skate do Bob que terá a renda revertida para ajudar no tratamento do nosso amigo Teco. Quem tiver a fim de comparecer deixa mensagem com email por aqui ou no Facebook que retorno com o convite oficial e o endereço.

19.4.11

Swell 2011


Algumas fotos de mais um fim de semana mágico na Swell durante o Old Is Cool 2011


Fotos Mug

Foto Petronio Vilela

Foto André Gralha Muller


Fotos Cesinha Chaves

26.2.11

12.2.11

Holly Farm Skatepark

A pista de Holly Farm em Oregon, com um desenho bastante criativo e único.
Matéria do programa Disaster, do Canal Woohoo com Vitor Simão, Otávio Neto e Eduardo Braz.

8.2.11

Entrevista Steve Caballero

Entrevista com Steve Caballero para o programa Disaster do canal Woohoo feita por ocasião do campeonato do RTMF em Floripa. Thanks Steve!

3.2.11

2.2.11

Bitches ain't shit but hoes and tricks...




Um assunto que é polêmico é a (má) tradução do Inglês para o Português de manobras de skate.
Em Inglês não existe gênero, tudo é masculino e feminino.
Já no Português temos os gêneros masculino e feminino.
Se traduzirmos "Trick" para o português, vira "Truque" - masculino.
Truque, no skate, pode ser sinônimo de manobra - que é feminino.
Manobra em inglês é maneuver.
Ou seja "Trick" é uma palavra e "Maneuver" é outra.


"Trick" em inglês é "Truque" (masculino no português) ou "Prostituta" (feminino no português). Ou seja "o" "Trick", remete para "o" "Truque" e "a" "Trick" remete para "a Prostituta". É bem tenue a diferença, mas "bate" no ouvido errado - se você entende um pouco de inglês como língua.
O mesmo acontece com "Skatepark", que é na tradução é "Parque de Skate", assim como "Amusement Park" é "Parque de Diversão". Isso acontece quando se usa os sinônimos das palavras na tradução livre, e aí a coisa pega...

Agora, depois de ter formulado a minha teoria sobre a tradução de manobras do inglês para o português e está tudo batendo, nos conformes... me veio à cabeça a palavra BOWL!
Eu sempre me considerei um bowlrider e sempre chamei bowl de masculino, pois prá mim bowl sempre foi "um buraco radical", por isso, "o" buraco, "o" bowl. O "Bolwzão" e o "Bolwzinho" da Wavepark que o digam!
Tem também a final do campeonato de futebol americano que é chamado de Superbowl - "o" Superbowl.
Mas segundo a minha própria teoria, Bowl deveria ser feminino!
Ou seja "a" bowl e não "o" bowl!
Caraca!!!



Fui pesquisar traduções prá ver se conseguia me explicar por que sempre usei masculino para bowl, e quebrei a cara!
Veja que encontrei:
Tigela
Bacia
Taça
Vasilha
Cuia
Bojo
Boliche
Cavidade
Marmita
Copo grande


Tirando "Bojo" e "Boliche" todas as outras traduções são substantivos femininos!
Duplo caraca!!!
Como fica? "O" bowl ou "a" bowl"?
Ajudas, sugestões e comentários nesse momento são muito bem vindos, OK?
Se bem que bowl também pode ser considerado UM BURACO!

*Bitches ain't shit but hoes and tricks é o primeiro verso da primeira strofe da música Bitches Ain't Shit, do Dr Dre, um cara que entende muito de "Tricks" =)

20.1.11

A raiz

Quem poderia imaginar que apenas se dividindo um patins em dois pedaços todo um novo mundo iria surgir?